quinta-feira, março 16, 2006

O problema da gestão dos recursos hidricos


2005 foi um ano um ano extremamente seco, que nos alertou para a necessidade de uma nova politica de gestão de recursos hídricos, isto sendo optimista, porque na verdade creio que no nosso país nunca houve nenhuma estratégia para o efeito.
De facto, o maior problema que actualmente vivemos é a falta duma tomada de posição que seja firme e indissolúvel, na questão da defesa dos nossos recursos hídricos. Observamos que há muita vontade, muito entusiasmo, mas, por outro lado, a prática não se vê. Muito se tem debatido sobre a questão dos recursos hídricos, e quando nos surgem problemas como o da seca severa a extrema como a do ano transacto, é que se tomam medidas. Sabemos que muitos são aqueles que desejam modificações estruturais, com a argumentação da necessidade do avanço para consolidar preceitos deste novo século. Claro que os debates são importante, mas na verdade é ainda mais imperativo estabelecer regras e verificar o que se fez no passado e o que se pode fazer para o presente, visando um futuro promissor. Não há como alavancar um determinado empreendimento, sem que tenhamos uma base de sustentação. Portanto, toda esta questão que envolve a gestão dos recursos hídricos, que não passa só pela quantidade mas, e acima de tudo pela qualidade da água de que dispomos, esta questão da degradação de toda a estrutura que a natureza nos oferece, merece uma melhor ponderação. É preciso que tenhamos a plena consciência da gravidade do assunto e possamos, assim, contribuir com a nossa tarefa, o nosso esforço pessoal, a nossa vontade maior de salvar este nosso espaço, cada vez mais perverso no sentido da disputa territorial. O que nos importa, acima de tudo, é atentarmos para o significado de que não somos os exclusivos aqui na Terra; mas que apenas pertencemos a um ecossistema e dele fazemos parte. E que nos consciencializemos que é este exclusivismo hipócrita que tem causado inúmeros prejuízos ao Planeta Terra e urge, neste novo século, partirmos para uma prática saudável, construindo um progresso necessário, sem ferir o nosso meio ambiente.
Saudações Geográficas
Liliana Azevedo

2 comentários:

Mark Pereira disse...

Liliana,
Mais uma vez, um artigo muito bem escrito e com o qual concordo. É ridículo e inadmissível o nível de impunidade com que os desperdícios e contaminações de água são geridos no nosso país. Torna-se, assim, como dizes, urgente a definição de "regras" claras e a definição de castigos pesados para quem as viole.
Pessoalmente não acho que o Homem, meramente constitua ums parte do ecossistema. O ecosistema foi criado para usufruto do homem. Isso não deve justificar o abuso. Aumenta, isso sim, a responsabilidade.
Obrigado pelo artigo e continuem o bom trabalho.

Rui Silveira disse...

Mais uma excelente observação!
Queria só acentuar o facto de em Portugal ainda existir uma atitude de profundo desrespeito pela Natureza :( É pena :(
(...)
Já que estamos a chegar ao Verão á que lembrar que vem aí uma das épocas mais preucupantes e devastadoras para Portugal (os incêndios florestais).
Que medidas é que se tomam para os evitar,quantos milhares são gastos em equipamentos de combate aos incêndios?
Fica a sugestão para um próximo artigo.