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quinta-feira, maio 03, 2007

Cartografia de risco….das bacias hidrográficas!!!

Segundo as notícias recentes, parece que é desta que a avaliação de avaliação de riscos ambientais está a tentar dar um passo de gigante no nosso país.
Portugal fazer um estudo exaustivo através da realização de cartografia das zonas de maior risco e os planos de gestão das bacias dos rios internacionais (Douro, Tejo, Guadiana, Lima e Minho).
Esta é uma medida abrangida pela nova legislação sobre avaliação e gestão de inundações, aprovada pelo Parlamento Europeu, ao mesmo tempo que exige uma coordenação comum das bacias hidrográficas. Uma medida vital para que haja uma maior avaliação e gestão não só dos caudais mas dos impactos que esses poderão ter. O objectivo é criar um quadro legislativo com vista a proteger a saúde das populações, o meio ambiente, o património cultural e as actividades económicas.
Contudo considero que Portugal deveria aproveitar e elaborar uma cartografia de riscos, não apenas dos rios internacionais, mas também para outras bacias hidrográficas, como por exemplo o Sado e o Zezêre que são rios nacionais e que apresentam também um risco acrescido para as populações em caso de inundações.

Saudações Geográficas
Liliana Azevedo

quinta-feira, março 16, 2006

O problema da gestão dos recursos hidricos


2005 foi um ano um ano extremamente seco, que nos alertou para a necessidade de uma nova politica de gestão de recursos hídricos, isto sendo optimista, porque na verdade creio que no nosso país nunca houve nenhuma estratégia para o efeito.
De facto, o maior problema que actualmente vivemos é a falta duma tomada de posição que seja firme e indissolúvel, na questão da defesa dos nossos recursos hídricos. Observamos que há muita vontade, muito entusiasmo, mas, por outro lado, a prática não se vê. Muito se tem debatido sobre a questão dos recursos hídricos, e quando nos surgem problemas como o da seca severa a extrema como a do ano transacto, é que se tomam medidas. Sabemos que muitos são aqueles que desejam modificações estruturais, com a argumentação da necessidade do avanço para consolidar preceitos deste novo século. Claro que os debates são importante, mas na verdade é ainda mais imperativo estabelecer regras e verificar o que se fez no passado e o que se pode fazer para o presente, visando um futuro promissor. Não há como alavancar um determinado empreendimento, sem que tenhamos uma base de sustentação. Portanto, toda esta questão que envolve a gestão dos recursos hídricos, que não passa só pela quantidade mas, e acima de tudo pela qualidade da água de que dispomos, esta questão da degradação de toda a estrutura que a natureza nos oferece, merece uma melhor ponderação. É preciso que tenhamos a plena consciência da gravidade do assunto e possamos, assim, contribuir com a nossa tarefa, o nosso esforço pessoal, a nossa vontade maior de salvar este nosso espaço, cada vez mais perverso no sentido da disputa territorial. O que nos importa, acima de tudo, é atentarmos para o significado de que não somos os exclusivos aqui na Terra; mas que apenas pertencemos a um ecossistema e dele fazemos parte. E que nos consciencializemos que é este exclusivismo hipócrita que tem causado inúmeros prejuízos ao Planeta Terra e urge, neste novo século, partirmos para uma prática saudável, construindo um progresso necessário, sem ferir o nosso meio ambiente.
Saudações Geográficas
Liliana Azevedo